quinta-feira, 18 de junho de 2009

Crack nas instituições de ensino

Dois traficantes foram presos recentemente no DF e Policias viciados do Bope são acusados de participação no tráfico
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O batalhão de operações especiais (BOPE) na manhã de terça-feira 17 março prendeu dois jovens acusados de tráfico de drogas, que forneciam crack a instituições de ensino em Brasília. A droga estava sendo entregue no colégio da quadra dois no Paranoá- cidade satélite de Brasília. A polícia suspeita que os jovens fornecem a droga a motoboys que distribuem por encomenda no Plano Piloto e cidades satélites.
Informações obtidas no Bope mostram que os traficantes presos são moradores da quadra 03 fazendinha (Itapoã) e dividiam um quarto na casa de Antônio Neto. Lá eles dividiam todas as porções e separavam as entregas por setor. O Plano Piloto recebia uma maior atenção dos traficantes. A droga era passada a cidades satélites posteriormente. O número de viciados em crack cresceu muito nos últimos anos,a faixa etária dos viciados é de 12 a 33 anos. Os viciados querem uma porção atrás da outra porque os efeitos duram menos tempo que as outras drogas.
O Distrito Federal tem oito pontos de concentração de tráfico e consumo da droga feita a partir da pasta base da cocaína. O principal ponto de venda do crack está na quadra cinco do Setor Comercial Sul. Jovens como Leandro de Souza Alves 18 anos e Bruno Castro Neves 21 passavam as porções a R$10,00. Segundo o policial do Bope Gilberto Figueiredo os jovens confessaram a venda em diversos pontos de Brasília, principalmente em escolas e universidades “Os dois vendiam crack aos viciados e ameaçavam aqueles que tinham dívidas,”conta o militar.
Os dois traficantes estão presos na Papuda aguardando julgamento e podem pegar de 12 a 20 anos de prisão.A polícia investiga a participação de policiais no tráfico,são acusados de consumir as drogas apreendidas, facilitar o acesso dos traficantes junto às instituições de ensino e tortura.
De acordo com um policial militar que pediu para não ser identificado por motivos óbvios, policias fazem parte do tráfico facilitando o acesso dos jovens às instituições. Quando apreendem alguma porção de crack algumas vezes não apresentam á polícia “Já participei de operações escolares em que meus colegas de trabalho usavam drogas durante a ronda. Os policiais abordam menores viciados e levam para o matagal que fica ao lado do Paranoá, tomam as drogas e depois os liberaram”. O policiamento ostensivo, rígido que faz parte da constituição da policia militar por alguns foi deixado de lado, relata o policial que precisa permanecer incógnito.
A diretora do colégio dois do Paranoá, Sandra Gomes Conceição, prestou informações ao delegado de policia da 10º DP. Sandra comentou a facilidade com que o tráfico de crack cresce no colégio. “Eu já fiz várias chamadas junto a polícia, por causa de alunos que usavam drogas dentro do colégio e a polícia nunca acha nada.” Dentro e fora das instituições de ensino se consegue todo tipo de droga, as mais comuns são maconha e cocaína .O crack vem ganhando força pelo forte efeito.A droga causa uma dependência absurda.O viciado se sente em outra atmosfera, vê vultos, fica com sistema nervoso alterado, as alucinações criam situações de luta, o viciado dá socos e murros no ar.
Jovens entram para o mundo das drogas cada vez mais cedo e a impunidade facilita o ciclo vicioso.
Por Douglas de Andrade Almeida

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